10/11/2015

Profissão Repórter 10/11/2015 Visita o Presído Central em Porto Alegre


PREP_presídios (Foto: TV Globo)

O Presídio Central de Porto Alegre tem presos de sete facções. A própria direção sabe da existência dos grupos criminosos e admite que dialoga com os líderes. "Tem que existir o diálogo para tudo, né? A gente respeita a pessoa que está do outro lado para obter o respeito também do outro lado aqui", diz o capitão Miguel, chefe operacional da cadeia. A Polícia Militar assumiu a administração do presídio depois de uma rebelião que aconteceu em 1994.
Os repórteres Caco Barcellos, Victor Ferreira e Danielle Zampollo se dividiram para mostrar a realidade do maior presídio do Brasil. O Central abriga 2.400 presos acima da capacidade. Para controlar os ânimos e evitar rebeliões, a direção do presídio decidiu atender algumas reivindicações e dividiu a cadeia em alas.
Homossexuais e travestis, por exemplo, cumprem pena numa galeria exclusiva para eles. O preso que quiser casar com uma travesti pode pedir para mudar de cela. "Nunca tive relacionamento com travestis, mas agora eu estou com a Raika. É meu amor ", conta um dos presos. A ala das travestis tem vagas de sobra, enquanto outros pavilhões estão superlotados.
Uma vez por semana, os policiais militares escolhem um pavilhão para fazer uma revista geral. É o único momento em que muitos presos ficam em contato com os policiais, sem nenhuma grade entre eles. Acompanhamos a revista de 700 homens. Os policiais também quebram pisos e paredes em busca de drogas e celulares. Neste dia, foram encontrados maconha, crack e 17 celulares com chips e acessórios.
A equipe do Profissão Repórter esteve no presídio no dia da festa do Dia das Crianças. Mulheres e crianças chegaram às 4h de uma madrugada fria e chuvosa, para pegar um bom lugar na fila para entrar. Os próprios presos prepararam bolos e doces para os filhos. "Visitar meu pai é bom, mas queria que ele não estivesse aqui. Ele é meu melhor amigo", diz um menino de 13 anos.

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